Homens, nós somos mesmo de Vénus.

{Parte 1}

Achava o Homem, na sua mais pura inocência, que a maior expedição espacial a realizar seria a Marte. (!)

Chapada de realidade que nos mostra que a real dificuldade, a mais incrível proeza humanóide, a mais louca viagem do Homem é sem dúvida ao segundo calhau a contar do Sol. Vénus.

Na realidade Vénus, assim chamado em homenagem à deusa romana do amor e da beleza Vénus, equivalente a Afrodite, revela-se, depois da Lua, o objecto mais brilhante no céu nocturno. Possui a camada mais densa de atmosfera de todos os planetas do Sistema Solar e coberta por nuvens opacas de ácido sulfúrico super reflexivas. Estão a imaginar a dificuldade que é “chegar lá dentro”?

Ah… Podem respirar… O meu momento lúdico termina aqui. Até porque já se torna bastante óbvio a temática que vou trazer, correto? Mais uma vez, entre conversas e conversetas, deparo-me com a beleza da falta de comunicação entre os elementos de diferentes sexos.

E sou obrigada a concordar com eles. Raios partam, nós somos mesmo difíceis de “chegar lá dentro”!! Como é que é possível!? As nuvens reflexivas e a camada super densa de atmosfera de Vénus ficariam em vergonha ao pé de nós, Mulheres!!

Senhores, agradeçam-me no fim. Mas talvez consigam aprender alguma coisa nas próximas linhas. Talvez. (Estão a ver ? Toda eu a ser Mulher? A menosprezar a vossa capacidade de aprendizagem?)

Nós, mulheres, somos movidas pela emoção. Digam o que disserem meninas, nós sabemos. Profundamente. Acima da razão. Vem a emoção. Mesmo a mais geladinha de nós quando está sozinha lá no cantinho do quarto, traz toda a emoção ao de cima. Ponto.

Caríssimos, quando querem comunicar com uma mulher por favor aprendam a desmistificar dois tipos de linguagem. Para vocês, existe a linguagem verbal. Para nós existe a linguagem verbal e a linguagem corporal. E para ser ainda mais desafiante, sim porque nós mulheres sabemos que vocês gostam de desafios, muitas vezes elas não estão em concordância!

A velha máxima “porque dizes sim quando queres dizer não” pode ser facilmente quebrada, qual atmosfera de Vénus, se souberem ler o nosso corpo.

E começo também a apreciar a paciência que existe por parte dos homens no que respeita à capacidade auditiva, ou falsamente auditiva, em relação ao que estamos a dizer. Dei por mim, nos últimos dias, a perceber que para responder à simples pergunta “E como foi a sua manhã?” Elaboro todo um discurso, com factos completamente desnecessários e pormenores que não lembram ao Diabo, para dizer que “Foi boa, correu bem.”

Claro que podemos acrescentar mais qualquer coisinha, mas nós vamos aos pormenores, aos detalhes e falamos, falamos, falamos. Palmas homens, palmas.

Ah! Meninos, senhores! E quando nós decidimos partilhar convosco um problema? Existe apenas uma pequena probabilidade de querermos que nos ajudem a solucioná-lo. Por isso não se apressem a apresentar soluções. Maior parte das vezes, só queremos que nos oiçam, nos consolem e digam que vamos conseguir. Na terceira conversa sobre o tópico, arrisquem oferecer uma solução. Caso contrário, mordam a língua se faz favor.

Nós, de Vénus claramente, somos quentes, somos de um planeta fervoroso pelos vistos.

Hoje deixo estes pontos, para a semana coloco mais. Mas só a divagação básica sobre o tema já me está a irritar.

Até já,

Pandoritah

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