Acho que preciso de ajuda. Já!

[Capítulo 1 de “A mãe do príncipe é tolinha]

Ser mãe de menino, que experiência maravilhosa não é mães?

Não tirando toda a magia de ser-se mãe de uma menina claro, mas como falo por experiência…

É maravilhoso quando achamos que eles vão crescer e no dia em que verbalizarem que têm uma namorada nós vamos reagir com naturalidade, com calma e como mentes abertas que somos, tudo vai correr bem. Longas conversas sobre como ser um cavalheiro, não andar por aí a partir o coração das meninas e saber ser um verdadeiro príncipe. Idealizamos que vamos ser as melhores amigas delas, partilhar risadas sobre os nossos filhos, fotos deles em crianças e bebés e como eram engraçados antes de crescerem e só darem dores de cabeça. Que será tudo natural e bonito. Sempre achei que seria assim…

B.A.L.E.L.A.S.!!!!!! TRETAS!!!! FALÁCIAS!!!! UMA VERDADEIRA ILUSÃO!!

Preciso de ajuda, urgente!! O príncipe verbalizou, pela primeira vez, que tinha uma namorada durante uma refeição os três anos. Dei por mim, qual mãe galinha, enquanto a restante família perguntava como se chamava e ria da situação, a pousar calmamente os talheres e dizer “Como??…” enquanto o meu estômago revirava cinquenta e uma vezes e o chão fugia dos meus pés.

Exagerado? EU SEI!! Pois sei!!! Mas aí percebi que provavelmente vou ser a sogra que nenhuma nora quer ter!!! Oh meu Deus!!! E não me sinto bem com isso!! Ele tinha três anos! Que seriedade poderia ter a coisa ter?? Quais as intenções da outra criatura para com ele? Beijinhos na boca? NADA DISSO! É CACA!

[O meu exagero mata-me]

Mas é a realidade! E no decorrer dos anos tem tendência a piorar! Sinto-me uma futura sogra horrível! Aposto que vou estar ao lado dela, enquanto corta a salada, a dizer “São 10 cm em cada palito de cenoura se faz favor, é assim que ele gosta”, como se eu lhe cortasse cenoura sequer!!!!

Ai meu Deus.

E este fim de semana aconteceu aquele momento que eu tanto temia. Agora com cinco anos, andou doido a semana toda com o aniversário de uma menina do infantário. Desde “Mãe, comprei um perfume para ela!”, a protecção à prenda, claramente exagerada, para que nada lhe acontecesse, o facto da tia fazer anos no mesmo dia e ele só falar no aniversário da miúda. A pergunta constante “Mãe, já são horas de ir?”. Achei que eram só saudades. E claro, isto acompanhado da minha pessoa a sentir o chão fugir de cada vez que ouve o nome da miúda, o estômago em reviravoltas completas, a repetir-lhe “não há cá namoradas!era o que faltava!!” entre outros sintomas que provavelmente algumas de nós reconhecem.

Mas o derradeiro momento acontece quando eles se aproximam, se reencontram, a Disney coraria deste momento! A menina aproximou-se, e sem ele estar a espera, lançou-se num valente xoxo! Sim um XOXO! Daqueles beijinhos de lábios! CÁCA!!! CÁCA!!!!

O príncipe nem reagiu, ficou com um sorriso tímido, creio que não estava à espera. Mas a mãe… A mãe do príncipe passou mal. A mãe do príncipe ficou sem chão e o ar saiu todo, todinho dos pulmões! Acho que só não vomitei porque tive vergonha.

COMO SE ATREVE! COMO! OFERECIDA! SEM VERGONHA!

[O meu exagero mata-me outra vez…]

Ai… a verdade é que não estou a saber lidar. Hiperventilei o dia todo. Hoje é terça, isto aconteceu à dois dias e ainda estou assim… Em pura hiperventilção.

Preciso de ajuda. Digam-me que isto é normal por favor. E que passa.

Mãe, sou eu.

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